
Familiares acionaram a polícia depois que homem disse ter matado a companheira; corpo tinha facas ao lado e cerca de 10 marcas de golpes, segundo delegado
O assassinato da médica Gassi Mazia, em Maringá, foi comunicado à Polícia Militar depois que uma familiar ouviu o marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, relatar que havia cometido o crime. O suspeito foi detido em flagrante e teve prisão preventiva decretada no dia seguinte.
Relato da testemunha e prisão
Segundo depoimento prestado à Polícia Civil, na noite de sábado (5) João Vitor enviou mensagens e fez contato com a familiar, perguntou se ela estava em Mandaguari e pediu o endereço de casa. Ao chegar ao local, estacionou e, ainda no veículo, afirmou à mulher que havia discutido com Gassi e que a havia matado. A reportagem manteve em sigilo o nome da testemunha, conforme decidiu a fonte original.
Após a informação, a família acionou a Polícia Militar e o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). A equipe policial de Mandaguari deu voz de prisão em flagrante ao homem, que apresentava ferimentos na região do pescoço e foi internado em hospital sob escolta.
Local do crime e apuração
Equipes de Maringá foram até o apartamento da vítima. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já havia confirmado o óbito. Conforme o boletim de ocorrência, havia três facas ao lado do corpo e a vítima aparentava ter aproximadamente 10 marcas de golpes, informação divulgada pelo delegado Adriano Garcia.
O corpo de Gassi foi encontrado inicialmente por outro familiar que foi ao imóvel após saber da ocorrência. Esse familiar também localizou no imóvel o filho do casal, de oito meses, sozinho. O sepultamento da vítima ocorreu na manhã de segunda-feira (7).
A prisão preventiva do suspeito foi decretada no domingo (6). A defesa de João Vitor informou que só vai se manifestar sobre o caso a partir de terça-feira (8). Outras diligências e esclarecimentos sobre a motivação do crime não constam no material fornecido.