Matheus Gustavo Schuh, de 22 anos, foi arremessado na água depois que o barco perdeu o controle; buscas do Corpo de Bombeiros seguem no local

Um jovem identificado como Matheus Gustavo Schuh, de 22 anos, desapareceu na represa Salto Santiago, em Rio Bonito do Iguaçu (PR), neste sábado (12), após um barco em que ele e outros dois competidores participavam de um campeonato de pesca apresentar uma pane e arremessar os ocupantes na água.
Ocorrência e resgate inicial
Segundo a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, a embarcação teve uma falha na direção, passou a girar descontrolada e lançou as três pessoas ao reservatório em área conhecida como Duas Barra Mansa. Dois ocupantes foram resgatados por outra embarcação que estava próxima e receberam atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no posto de saúde municipal.
As equipes informaram que nenhum dos ocupantes usava colete salva-vidas no momento do acidente. Ainda de acordo com os relatos colhidos pela polícia, os tripulantes ouviram um barulho pouco antes do barco perder o controle.
Apuração sobre a pane e ações de busca
Organizadores do evento, a Santiago Pesca Esportiva, afirmaram em nota que houve rompimento do cabo de direção que liga o volante ao mecanismo de movimentação da embarcação. A organização comunicou o cancelamento da etapa do campeonato e informou que deu apoio às buscas.
O Corpo de Bombeiros iniciou buscas no sábado (12) e manteve os trabalhos no domingo (13). Segundo a corporação, se o jovem não for localizado ao longo do dia, uma equipe vinda de Curitiba deve reforçar o trabalho na segunda-feira (14) com o emprego de sonar.
Até a última atualização divulgada pelas autoridades e pela organização do evento, o jovem permanecia desaparecido e não havia confirmação de seu paradeiro.
Em União da Vitória, 12 unidades viraram abrigos e seis ficaram alagadas; no estado, chuvas já afetaram 58 municípios

União da Vitória anunciou a suspensão temporária das atividades presenciais em 18 escolas a partir de segunda-feira (14) depois de inundações que levaram 12 unidades a serem usadas como abrigos e deixaram seis escolas alagadas. A cidade, cortada pelo Rio Iguaçu, registrou elevação do nível do rio e mais de 2 mil moradores foram afetados pela cheia.
Detalhes da situação em União da Vitória
Segundo monitoramento hidrológico da Copel, o Rio Iguaçu chegou a 6,235 metros no domingo (13), acima do nível considerado normal de 3,5 metros. A Defesa Civil informou que mais de 2 mil pessoas precisaram deixar suas casas; desse total, cerca de 1,8 mil foram para a casa de familiares ou amigos e 247 estavam em abrigos públicos no domingo.
As 18 unidades com atividades suspensas incluem escolas estaduais e municipais, além de centros de educação infantil. Do total, 12 estão atualmente abrigando famílias deslocadas e seis sofreram alagamentos. A prefeitura comunicou que a suspensão é temporária e vale para redes municipal e estadual enquanto perdurar o uso das unidades como abrigos ou enquanto persistir o risco de inundação.
Impacto no Paraná
Em âmbito estadual, o balanço aponta que mais de 15 mil pessoas foram atingidas pelos temporais em 58 municípios do Paraná. Mais de 2,6 mil residências foram contabilizadas com danos pelos temporais; o relatório também indica a existência de desalojados e desabrigados entre os afetados.
Autoridades orientam a população a procurar a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros em caso de emergência e a informar problemas relacionados ao fornecimento de energia à empresa responsável. As equipes seguem mobilizadas para atendimento às famílias e mapeamento de áreas de risco.
Abertura ocorreu na madrugada; vazão subiu de 1.700 m³/s para 3.100 m³/s e previsão é alcançar 3.800 m³/s no período da tarde

A Usina de Itaipu abriu o vertedouro às 1h50 deste domingo (13) para controlar o nível do reservatório, na terceira abertura do ano, segundo a própria Itaipu Binacional. Inicialmente foi acionada apenas a calha esquerda, com vazão de 1.700 m³ por segundo, que posteriormente subiu para 3.100 m³ por segundo.
Motivo e operação
De acordo com a Itaipu, as chuvas intensas na bacia elevaram a entrada de água na usina, o que motivou a abertura programada do vertedouro. A hidrelétrica opera no regime "a fio d'água" e possui baixa capacidade de armazenamento, por isso parte do volume que chega ao reservatório é liberado quando não é possível turbinar ou armazenar toda a água.
A instituição informou que a vazão liberada pode chegar a 3.800 m³ por segundo ao longo da tarde e que a redução está prevista para o fim do dia, mas o vertimento seguirá até que as condições hidrológicas permitam o fechamento.
Contexto e impactos
Antes desta operação, Itaipu havia aberto o vertedouro em duas ocasiões em 2026: entre 28 de junho e 5 de julho e em 12 de julho, conforme a usina. A decisão de abrir depende, segundo a própria Itaipu, da quantidade de água que chega à usina e das condições de geração e consumo de energia.
No litoral do estado, a alta vazão do Rio Iguaçu levou ao fechamento preventivo da passarela das Cataratas do Iguaçu no lado brasileiro na sexta-feira (11), segundo o Parque Nacional do Iguaçu. O monitoramento automático da Copel indicou que a vazão nas Cataratas está acima de 8,5 milhões de litros por segundo, enquanto a vazão considerada normal é de cerca de 1,5 milhão de litros por segundo.
A Itaipu ressaltou que a abertura do vertedouro é um procedimento técnico e rotineiro e não deve ser associada diretamente a fenômenos climáticos específicos, segundo comunicado da binacional.
Projeto da Mesa Diretora passou em sessão remota de sete minutos; houve uma votação contrária

Os treze vereadores de Cornélio Procópio aprovaram em sessão extraordinária, realizada de forma remota, um projeto que institui um vale-alimentação de R$ 1.000 para cada parlamentar. A reunião durou sete minutos e a discussão e votação ocorreram em menos de 30 segundos, segundo a Câmara.
Votação e posicionamentos
O projeto foi aprovado com apenas um voto contrário, do vereador Rafael Hannouche (PSD). A vereadora Thais Takahashi (Solidariedade) declarou que não precisa do benefício e informou que pretende doar o valor que receber. Após a fala de Thais, o vereador Emerson Bochecha (PV) criticou a atitude, afirmando que a declaração teve caráter oportunista e que buscou desmoralizar os demais parlamentares.
Justificativa e impacto orçamentário
A proposta é de autoria da Mesa Diretora da Câmara, que argumentou ser o auxílio necessário diante do salário mensal dos vereadores, apontado na justificativa em pouco mais de R$ 6,6 mil, considerado defasado. A Casa Legislativa informou que há previsão orçamentária para custear o benefício, que está programado para começar a ser pago em 2027. Conforme a justificativa apresentada, o impacto anual estimado do novo subsídio gira em torno de R$ 160 mil.
O projeto aprovado cria o vale-alimentação especificamente para os vereadores, sem previsão de extensão a servidores ou outras categorias. A tramitação relatada pela Câmara ocorreu em sessão extraordinária convocada para tratar do tema; não há, na reportagem consultada, registros de audiências públicas ou consultas adicionais antes da votação.
As informações acima seguem a reportagem original da fonte, com os dados e declarações indicados pela Câmara Municipal e pelos vereadores mencionados na sessão.
Condenação de primeira instância: 11 anos e 8 meses por exercício ilegal da profissão, 21 lesões corporais e 32 estelionatos; defesa diz que vai recorrer; prejuízo estimado em R$ 130,4 mil

A médica Carolina Fernandes Biscaia, de Pato Branco, foi condenada a 11 anos e oito meses de prisão em regime fechado por emitir laudos falsos de câncer de pele e realizar procedimentos que teriam sido considerados desnecessários; a defesa informou que pretende recorrer e a ré poderá recorrer em liberdade.
Segundo a sentença, ela foi condenada pelos crimes de exercício ilegal da profissão, 21 crimes de lesão corporal e 32 crimes de estelionato. O Ministério Público estimou o prejuízo financeiro das vítimas em cerca de R$ 130,4 mil. Ao menos 38 pessoas foram ouvidas durante as investigações, e a Justiça entendeu que, em alguns casos, não havia provas suficientes para condenação.
Como agia, segundo a investigação
As apurações da Polícia Civil, iniciadas em março de 2024 após suspeitas levantadas por pacientes, indicaram que a médica examinava pintas e manchas, colhia material e encaminhava amostras a laboratórios. Na reconsulta, apresentava aos pacientes laudos com diagnóstico de câncer de pele. A perícia apontou que alguns exames e laudos apreendidos foram falsificados no próprio consultório usando máquina de xerox, com documentos verdadeiros sobrepostos por versões adulteradas.
Os investigadores também relataram que ela exercia forte pressão psicológica para que os pacientes aceitassem procedimentos logo após o diagnóstico. Em um áudio gravado por uma vítima em janeiro de 2024, a médica teria comemorado a remoção de um suposto melanoma e afirmado que não haveria risco de metástase.
Situação junto aos conselhos
Em consulta ao site do Conselho Federal de Medicina, o registro de Carolina consta como “regular”. O Conselho Regional de Medicina do Paraná informou que sindicâncias e processos ético-profissionais tramitam em sigilo processual. Em março de 2024 o CRM-PR aplicou censura pública por anúncio de especialidades não possuídas; em maio de 2024 foi determinada interdição cautelar total de 180 dias, aprovada pelo Conselho Federal, que impedia o exercício da profissão naquele período. Em redes sociais, a médica se apresentava como dermatologista, especialidade que não consta no registro consultado.
A defesa afirmou que a decisão de primeiro grau reconheceu parcialmente pedidos apresentados e que irá recorrer.
Corpo de Bombeiros localiza mãe, filho e padrasto no mesmo quarto; área foi isolada por risco de novos deslizamentos

Três pessoas de uma mesma família foram encontradas mortas soterradas após um barranco desabar sobre a residência em que dormiam na manhã desta quinta-feira (10) no bairro Ronda, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
De acordo com informações preliminares do Corpo de Bombeiros, os corpos da mãe, do filho e do padrasto foram localizados em uma mesma cama, em um quarto, sob terra, lama e escombros. A corporação informou que uma parede e parte do telhado ruíram com o impacto do deslizamento.
O acionamento das equipes ocorreu por volta das 8h40. Além do Corpo de Bombeiros, o atendimento contou com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Defesa Civil. Até a última atualização da reportagem, os nomes e as idades das vítimas não haviam sido divulgados.
Avenida e casas nas proximidades foram interditadas porque ainda há risco de novos deslizamentos no local, segundo os bombeiros. Profissionais continuam avaliando as condições das residências vizinhas para determinar a segurança da área.
Alerta meteorológico
O episódio ocorreu em um período de tempo severo no estado. O Simepar registrou precipitação acumulada em Ponta Grossa de 9,6 mm na quarta-feira (9) e 21,6 mm somente até as 7h15 desta quinta (10). O Paraná está em alerta vermelho de tempestades severas entre quinta (10) e sexta-feira (11), em cenário associado à formação de um ciclone extratropical no Sul do país.
Segundo a Climatempo, as condições favorecem a ocorrência de novos temporais, incluindo tornados e granizo intenso, além de fortes ventos e descargas elétricas. As autoridades orientam atenção às orientações da Defesa Civil e aos comunicados oficiais sobre riscos de deslizamentos e inundações.
As informações desta matéria são baseadas em reportagens do g1 PR e RPC Ponta Grossa e em comunicados do Corpo de Bombeiros, Simepar e Climatempo. Trata-se de ocorrência com dados preliminares que podem ser atualizados pelas autoridades.
Simepar confirma dois tornados; Inmet emite alerta vermelho para todo o estado

Um temporal com ventos de até 95 km/h, queda de granizo e a ocorrência de dois tornados atingiu várias áreas do Paraná entre a noite de quarta-feira (9) e a madrugada desta quinta-feira (10), segundo registros e alertas de órgãos meteorológicos e da Defesa Civil.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) registrou a maior rajada de 95 km/h em Ubiratã. Outras medições citadas pelo órgão apontaram ventos de 66,6 km/h em Assis Chateaubriand, 54 km/h em Laranjeiras do Sul e 51,8 km/h em Santa Maria do Oeste.
O Simepar confirmou ainda a ocorrência de dois tornados em menos de 24 horas. Um deles foi registrado em Francisco Alves; segundo o informe, o evento teve curta duração e, até o momento, não há registro de danos atribuídos diretamente ao fenômeno, de forma que sua intensidade ainda não foi classificada. O segundo tornado ocorreu por volta de 0h40 em Espigão Alto do Iguaçu, onde a Defesa Civil relatou danos em escolas e a destruição praticamente total de uma área de plantio de eucalipto.
No Oeste do estado, temporais com granizo e ventos fortes provocaram estragos em plantações e queda de árvores. Em Terra Roxa a Defesa Civil registrou 55 milímetros de chuva em 30 minutos e informou a queda de pelo menos 15 árvores, além de destelhamentos e alagamentos. Em Guaíra houve perda de plantações por queda de granizo. Em Foz do Iguaçu, a tempestade derrubou ao menos seis árvores, algumas sobre redes elétricas; a Defesa Civil local informou que não houve registros de pessoas desabrigadas, desalojadas ou feridas.
Na Região Metropolitana de Curitiba a Defesa Civil contabilizou 57,6 milímetros em 12 horas, com maior acumulado no bairro Caximba, e reportou alagamentos, queda de muros e pontos de destelhamento em cidades como Rio Branco do Sul e Almirante Tamandaré. A maior rajada registrada em Curitiba foi de 49 km/h.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, de grande perigo, válido até as 23h59 de quinta-feira (10), com previsão de chuva intensa, ventos fortes e granizo. O aviso indica possibilidade de chuva superior a 60 mm por hora ou 100 mm por dia, ventos acima de 100 km/h e queda de granizo. Autoridades orientam atenção às atualizações dos serviços meteorológicos.