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Paciente em hospice de Curitiba ensina receita de família; prato é servido a pacientes e funcionários

Edina Cristina Francisco, internada para cuidados paliativos, repassou receita de salpicão que passou a ser preparada pela equipe do Hospital Erasto Gaertner

Paciente em hospice de Curitiba ensina receita de família; prato é servido a pacientes e funcionários
Foto: Hospital Erasto Gaertner, G1

Internada na unidade de cuidados paliativos do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, a paciente Edina Cristina Francisco ensinou à equipe de nutrição a receita do salpicão que costumava preparar em reuniões de família; o prato foi então preparado e servido a pacientes, acompanhantes e funcionários da unidade.

Edina, de 51 anos, descobriu um melanoma em setembro de 2024 e, depois de cirurgias e internações, foi transferida para o hospice em 15 de julho, onde permaneceu por 43 dias. Enquanto esteve na unidade, ela relatou dificuldades com a alimentação hospitalar e escreveu a receita à mão para a nutricionista. A equipe adaptou a preparação e serviu o salpicão em porções individuais, iniciativa que, segundo a paciente, repercutiu positivamente entre profissionais e visitantes.

O médico responsável pela equipe de cuidados paliativos, Luiz Sérgio Batista Segundo, disse que a proposta do hospice é ofertar conforto e qualidade de vida a pacientes com doenças graves, e que ouvir as preferências alimentares de Edina ajudou a recriar, dentro da instituição, um ambiente mais próximo ao dela.

Continuidade do atendimento e contexto dos cuidados paliativos

Após mais de 70 dias de internação no total, Edina recebeu alta e voltou para casa, onde segue sendo acompanhada pela equipe do hospice com visitas domiciliares e contatos telefônicos para monitorar a recuperação e o manejo da bolsa de colostomia. A equipe multidisciplinar que dá suporte inclui médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos.

Segundo o Atlas Brasileiro de Cuidados Paliativos 2025, o Paraná conta com um hospice de 25 leitos, o único no estado; o levantamento aponta, ainda, que o número de programas de cuidados paliativos no país cresceu de 234 em 2022 para 423 em 2025. O médico paliativista Douglas Crispim afirmou que o avanço na quantidade de serviços é importante, mas que o próximo desafio é consolidar programas estruturados, integrados e baseados em evidências para garantir atendimento seguro e multiprofissional.

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