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Falsa central bancária: golpistas induzem clientes a movimentar dinheiro usando autoridade e urgência

Falsa central bancária: golpistas induzem clientes a movimentar dinheiro usando autoridade e urgência
Foto: Reprodução/TV Globo, G1

Reportagem do Fantástico/G1 mostra que criminosos se passam por funcionários, usam dados pessoais e orientam operações que resultaram em prejuízo estimado em R$ 600 mil

Reportagem exibida pelo Fantástico e publicada pelo G1 em 11 de agosto de 2026 descreve um golpe em que criminosos se passam por funcionários de bancos, utilizam dados pessoais das vítimas e criam situação de emergência para convencê‑las a executar operações no próprio aplicativo, entregando assim o acesso ao dinheiro.

Como o golpe funciona

Segundo a reportagem, o contato inicial pode ocorrer por mensagem ou ligação que aparenta ser legítima: os golpistas chegam a citar nome da vítima, apresentar foto e até usar números associados a funcionários reais. Em seguida, montam um cenário de risco — por exemplo, uma suposta compra ou uma suposta invasão da conta — e orientam passos que alegam proteger os recursos.

O método explora dois gatilhos psicológicos, apontados por um especialista ouvido pelo Fantástico: autoridade e urgência. Ao se colocar como gerente, membro da auditoria ou especialista em segurança, o criminoso ganha credibilidade. Em seguida, criando um prazo curto para "resolver" o problema, ele busca impedir que a pessoa interrompa a conversa e verifique a situação por outro canal.

Relato de vítima e consequências

Um advogado do Paraná, que preferiu não se identificar, relatou à reportagem que a abordagem começou com uma mensagem que parecia vir da própria gerente. Depois, uma pessoa que se apresentou como especialista passou a conduzi‑lo por procedimentos no aplicativo, instruindo sobre códigos e operações que seriam necessárias para cancelar transações. Resultado: os golpistas movimentaram o saldo, utilizaram o cheque especial e contrataram um financiamento em nome da vítima, causando prejuízo estimado em aproximadamente R$ 600 mil.

A reportagem também obteve gravações usadas pelos criminosos, nas quais o falso funcionário orienta passo a passo a operação no aplicativo, reforçando a aparência de que a ação é parte da proteção da conta. Especialistas ouvidos destacam que a fraude depende menos de invasão técnica do que de persuadir a própria pessoa a realizar as ações.

O texto do G1 enfatiza a necessidade de checar contatos por canais oficiais do banco e de evitar seguir orientações de procedimentos sensíveis recebidas por meio de chamadas ou mensagens não confirmadas.

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