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Golpe usa 'spoofing' para simular chamadas de parentes e órgãos; polícia orienta cautela

Golpe usa 'spoofing' para simular chamadas de parentes e órgãos; polícia orienta cautela
Foto: Liz Bravo/Pixabay, G1

Fraude altera identificação de chamadas para mostrar nome e telefone de contatos reais; especialistas recomendam verificação por outros canais e registrar boletim

Golpistas têm usado a técnica conhecida como spoofing para alterar os dados exibidos no identificador de chamadas, fazendo com que no celular da vítima apareça o nome e o número de um parente, banco ou órgão oficial. Especialistas e autoridades alertam para o aumento desse tipo de fraude e orientam cuidados na confirmação de pedidos por telefone.

Como o golpe funciona

Segundo o professor Renato Bobsin Machado, de Ciência da Computação, fraudadores contratam centrais telefônicas e utilizam softwares que conseguem editar a identificação exibida nas chamadas. Com isso, mesmo sem acesso ao aparelho da pessoa alvo, o invasor faz parecer que a ligação vem de um contato confiável salvo na agenda.

A investigação do modo de operação também indica que os criminosos cruzam dados públicos e vazados, como postagens e marcações em redes sociais, para identificar quais números correspondem a familiares ou amigos. Em casos menos frequentes, aplicativos maliciosos instalados no celular podem expor a lista de contatos.

Casos e risco de uso de inteligência artificial

Uma moradora de Foz do Iguaçu, Cláudia Simone da Silva de Oliveira, descobriu que seu número foi usado em uma tentativa de golpe depois que um parente recebeu uma chamada com o nome e o telefone dela na tela. Ao atender, a pessoa ouviu apenas música e depois uma mensagem prometendo um prêmio; desconfiou e foi confirmar com Cláudia.

Autoridades locais já emitiram alertas sobre chamadas aparentemente originadas do número de delegacias. Machado também destacou que ferramentas de inteligência artificial podem agravar o problema ao possibilitar a imitação de vozes a partir de áudios existentes, tornando o golpe mais convincente em cenários que envolvem pedidos de dinheiro ou situações de emergência.

Orientações práticas

Entre as recomendações do especialista estão desligar a ligação diante de um pedido de transferência ou Pix e checar a situação por outro meio, como mensagem no aplicativo de comunicação; combinar com familiares uma pergunta de segurança que só a pessoa verdadeira saberia responder; e nunca informar códigos, senhas, CPF ou dados bancários por telefone.

Em caso de tentativa de fraude, a orientação é registrar boletim de ocorrência junto à polícia. A recomendação das autoridades é manter atenção mesmo quando o número exibido parecer conhecido.

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