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Polícia investiga fraudes em compra e distribuição de medicamentos oncológicos com atuação em vários estados, inclusive no Paraná

Esquema apurado envolve empresários, médicos, advogados e servidores; relatos apontam interrupção de tratamentos, agravamento da saúde e mortes sob investigação

Polícia investiga fraudes em compra e distribuição de medicamentos oncológicos com atuação em vários estados, inclusive no Paraná
Foto: Fantástico, G1

A Polícia Federal e delegacias estaduais investigam um esquema de fraudes em licitações e suspeitas de adulteração ou distribuição irregular de medicamentos para tratamento do câncer em diferentes estados, entre eles o Paraná. Segundo as apurações divulgadas, empresários, advogados, médicos e servidores públicos estariam envolvidos em práticas que afetaram o fornecimento de remédios destinados a pacientes oncológicos.

Relatos de pacientes e consequências

Relatos reunidos nas investigações descrevem interrupções de terapias, piora do quadro de saúde e incerteza sobre a eficácia dos medicamentos recebidos. Familiares e pacientes disseram ter enfrentado atrasos no tratamento, dor intensa e angústia diante da possibilidade de terem recebido produtos irregulares. Em alguns depoimentos, pessoas relatam que alcançaram autorização judicial para obtenção de remédios, mas não obtiveram os resultados esperados ou permaneceram sem continuidade da terapia.

Casos citados nas investigações incluem a apreensão de um lote com inconsistências por funcionários da Santa Casa de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, que detectaram erros nas embalagens e diferenças entre caixa e bula, levando à suspensão da distribuição. Em operação realizada no Rio Grande do Sul em junho, chamada Placebo, um empresário foi preso em flagrante com medicamentos que teriam sinais de adulteração.

Alcance da apuração e medidas em curso

As apurações indicam atuação do esquema em outros estados, como Mato Grosso do Sul e Ceará, além do Paraná. Investigações apontam que empresas ligadas aos envolvidos movimentaram mais de R$ 70 milhões entre 2021 e 2025. Há relatos de fornecimento incompleto de remédios previstos por contratos públicos e de entrega de produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou importados sem garantias de correspondência ao que fora determinado judicialmente.

A polícia investiga crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade processual e irregularidades na comercialização de medicamentos. Remédios apreendidos seguem sendo analisados por peritos para verificar se houve falsificação ou adulteração. As investigações permanecem em andamento, com autoridades buscando esclarecer responsabilidades e impactos sobre os pacientes.

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