Vítima foi encontrada amarrada em imóvel; mandados de prisão por homicídio qualificado foram expedidos e suspeitos são considerados foragidos, diz PC-PR

A Polícia Civil do Paraná informou que não descarta a possibilidade de que um casal apontado como suspeito da morte de Tamir Nadav tenha deixado o Brasil. O corpo da vítima foi encontrado em um imóvel em Maringá, no Norte do estado, e os dois são alvo de mandados de prisão por homicídio qualificado.
Evidências e investigação
Os investigados foram identificados pela polícia como Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina Oliveira da Silva, de 18 anos, ambos considerados foragidos. A informação de que os suspeitos podem ter saído do país foi confirmada ao g1 pelo delegado Adailton Ribeiro Júnior, que assumiu a apuração.
Segundo a Polícia Civil (PC-PR), o corpo de Tamir, de 46 anos, foi achado em um cômodo trancado do imóvel onde ele morava com o casal. A vítima tinha mãos e pés amarrados com fita adesiva. As autoridades divulgaram imagens dos suspeitos e solicitaram apoio para localizá-los; a defesa do casal ainda não foi identificada, conforme apuração do g1.
Circunstâncias e diligências
Há indícios de que o casal abandonou a casa após a visita de uma amiga da vítima. A polícia cita como pista um pacote de comida intacto deixado sobre a mesa. Investigadores também apontam motivação patrimonial: conforme o delegado Adriano Garcia, os suspeitos gastaram valores pertencentes à vítima, incluindo o pagamento de relógios que totalizaram R$ 10 mil.
O desaparecimento de Tamir foi registrado em 3 de setembro, quando uma amiga foi à casa e foi informada pelos suspeitos de que ele havia viajado a São Paulo. No dia 18 de setembro, duas amigas retornaram ao imóvel, perceberam sinais estranhos — como luzes acesas por dias e cheiro forte — e acionaram a polícia. Policiais militares entraram no local com a chave entregue por uma moradora; no segundo andar localizaram escritório revirado, computador ligado e um cômodo trancado com cadeado e líquido amarelo no piso, onde estava o corpo.
A investigação segue em curso pela PC-PR, que também trabalha com a possibilidade de que os suspeitos tenham deixado o país. Não há, até o momento, confirmação pública sobre o paradeiro do casal ou apresentação de defesa.