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Socorristas do Samu são filmados acolhendo pais após morte de menina em acidente rural no Paraná

Socorristas do Samu são filmados acolhendo pais após morte de menina em acidente rural no Paraná
Foto: Plantão Maringá, G1

Profissionais aparecem abraçando familiares após carro capotar em estrada de terra em Marialva; menina de 7 anos não resistiu às tentativas de reanimação

Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram filmados acolhendo os pais de uma menina que morreu após um acidente de carro em uma estrada de terra na zona rural de Marialva. Nas imagens gravadas no domingo (30), os profissionais aparecem sentados, abraçando e acalmando os familiares enquanto equipes realizavam os procedimentos de atendimento.

Atendimento e acolhimento

De acordo com os profissionais ouvidos pela reportagem, o acolhimento aos pais ocorreu de maneira espontânea. Os socorristas identificados como Camila Canolla e Leonardo Zangari, que atuam no Samu há cerca de dez anos, disseram que dividiram a atenção entre mãe e pai por empatia e que tentaram amenizar o sofrimento da família após a morte da criança, confirmada depois de diversas tentativas de reanimação.

Segundo a apuração, o carro derrapou em pedras na estrada rural, capotou e pai e filha foram ejetados. Um enfermeiro que passava pelo local prestou o primeiro atendimento antes da chegada do Samu, que deslocou-se ao local com helicóptero e ambulância. A Polícia Militar registrou a ocorrência e realizou teste do bafômetro no pai, sem identificação de consumo de álcool.

Profissão e repercussão

Os socorristas afirmaram que, durante o atendimento, atuam em automático, seguindo protocolos técnicos, e que a maturidade para lidar com emoções é construída com a experiência profissional. Eles relataram surpresa com a repercussão das imagens, ressaltando que o acolhimento às vítimas e familiares é parte habitual do trabalho, ainda que, segundo um deles, possa ser visto hoje como algo menos comum em outros contextos.

As informações deste texto são baseadas em reportagem do G1 e RPC Maringá, que registrou imagens e coletou relatos dos profissionais e das corporações envolvidas.

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