Inventário da Georrota identifica cavernas, morros, cachoeiras e registros fossilíferos em vários municípios

Um levantamento em andamento no Norte Pioneiro aponta a existência de um patrimônio geológico amplo e ainda pouco conhecido, com cavernas, morros, paredões, cachoeiras, formações vulcânicas e registros fossilíferos espalhados por diversos municípios da região.
Principais locais citados
O material destaca exemplos identificados em diferentes cidades: a Pedreira Olho D’Água em Andirá; o Morro da Pedra Branca em Santo Antônio da Platina; o Morro do Gavião em Ribeirão Claro; o Morro do Monjolinho e a Pedra Rajada em Jacarezinho; o Vale da Pirambeira em Joaquim Távora; cavernas em Wenceslau Braz e Pinhalão; e o Salto Cavalcanti em Tomazina. Em Ibaiti constam o Arco da Gruta e a Mina Velha. Em Bandeirantes foram registradas formações de lava em corda, e em Guapirama há ocorrências fossilíferas.
A abrangência do levantamento inclui ainda referências em Carlópolis, Congonhinhas, Figueira, Quatiguá, Santana do Itararé, São Jerônimo da Serra, São José da Boa Vista, Salto do Itararé, Sapopema e Siqueira Campos, entre outros municípios da região.
Sobre o inventário e seus objetivos
O trabalho integra a Georrota do Norte Pioneiro do Paraná e envolve visitas de campo para identificar áreas de interesse geológico, geomorfológico, paleontológico e ambiental. Participam do levantamento geólogos do Instituto Água e Terra (IAT) — Gil F. Piekarz, Hermes Barboza e Luciano Cordeiro de Loyola — e o geógrafo Márcio Grochocki, além de pesquisadores, colaboradores e voluntários como o biólogo Adriano Barroso Torres, Marcos Almeida, Welington Trautwein Bergamaschi, Alex Fonseca e Antônio Carlos Souza.
O objetivo declarado é reunir informações que indiquem relevância científica, ambiental, educacional, cultural e turística. O inventário prioriza a identificação e documentação das áreas antes de qualquer iniciativa de uso turístico, de modo a subsidiar discussões sobre pesquisa, proteção e manejo adequado.
O trabalho coincide com a celebração do Dia Internacional da Geodiversidade, em 6 de outubro, cuja campanha de 2026 tem o tema "Geodiversity on Our Doorstep", que ressalta a importância de reconhecer elementos geológicos próximos às comunidades. Segundo o texto do levantamento, muitas ocorrências ainda são conhecidas principalmente por moradores locais e exigem registro sistematizado para serem preservadas e valorizadas.