Projeto da Mesa Diretora passou em sessão remota de sete minutos; houve uma votação contrária

Os treze vereadores de Cornélio Procópio aprovaram em sessão extraordinária, realizada de forma remota, um projeto que institui um vale-alimentação de R$ 1.000 para cada parlamentar. A reunião durou sete minutos e a discussão e votação ocorreram em menos de 30 segundos, segundo a Câmara.
Votação e posicionamentos
O projeto foi aprovado com apenas um voto contrário, do vereador Rafael Hannouche (PSD). A vereadora Thais Takahashi (Solidariedade) declarou que não precisa do benefício e informou que pretende doar o valor que receber. Após a fala de Thais, o vereador Emerson Bochecha (PV) criticou a atitude, afirmando que a declaração teve caráter oportunista e que buscou desmoralizar os demais parlamentares.
Justificativa e impacto orçamentário
A proposta é de autoria da Mesa Diretora da Câmara, que argumentou ser o auxílio necessário diante do salário mensal dos vereadores, apontado na justificativa em pouco mais de R$ 6,6 mil, considerado defasado. A Casa Legislativa informou que há previsão orçamentária para custear o benefício, que está programado para começar a ser pago em 2027. Conforme a justificativa apresentada, o impacto anual estimado do novo subsídio gira em torno de R$ 160 mil.
O projeto aprovado cria o vale-alimentação especificamente para os vereadores, sem previsão de extensão a servidores ou outras categorias. A tramitação relatada pela Câmara ocorreu em sessão extraordinária convocada para tratar do tema; não há, na reportagem consultada, registros de audiências públicas ou consultas adicionais antes da votação.
As informações acima seguem a reportagem original da fonte, com os dados e declarações indicados pela Câmara Municipal e pelos vereadores mencionados na sessão.